06 março 2018

David Helfgott: superação pelo piano...




(Rachmaninoff Piano Concerto No. 3)

David Helfgott



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David Helfgott  (Melbourne, 19 de maio de 1947) é um pianista australiano, cuja vida inspirou o filme ganhador do Óscar, Shine, com Geoffrey Rush.

Biografia

Aos seis anos de idade, começou a aprender piano com seu pai. Com dez anos de idade passou a estudar com Frank Arndt, época na qual ganhou várias competições locais.
Quando tinha catorze anos, a comunidade australiana de música levantou recursos para que David estudasse piano nos Estados Unidos. Contudo, seu pai não permitiu que ele partisse, alegando que David não estava pronto para a independência (e presumivelmente por suspeita da sua doença mental). Aos dezenove anos, entretanto, David Helfgott ganhou uma bolsa de estudo na Royal College of Music, em Londres. Por três anos, lá estudou, sob a tutela de Cyryl Smith.
Durante sua estada em Londres, David teve manifestações mais graves de sua doença, o transtorno esquizoafetivo. Em 1970, voltou para a Austrália, onde se casou com sua primeira mulher, Clara, em 1971. Após o fim de seu casamento, foi internado em Graylands, um hospital psiquiátrico na cidade de Perth. Durante os dez anos seguintes, David passou por um tratamento psiquiátrico que incluía eletroconvulsoterapia.
Em 1984, após se apresentar alguns anos em um bar australiano, ele conhece a astróloga Gillian Murray, com quem se casa alguns meses depois. Nas décadas de 80 e 90, construiu uma carreira de sucesso na Austrália e na Europa.
Helfgott gosta de tocar músicas da Era Romântica, principalmente Modest Mussorgsky, Sergei Rachmaninoff, Frédéric Chopin, Franz Liszt, Robert Schumann e Nikolai Rimsky-Korsakov.
Hoje, David Helfgott mora em Happy Valley, Austrália. Ele ainda faz apresentações de piano em sua casa, "Paraíso".


Tenta outra vez, falha outra vez, falha melhor.
Samuel Beckett


Se cada caso é um caso, cada relação envolve duas pessoas, pelo menos: cuidador e cuidado; aqui temos tendência a encontrar a superação da doença pelo cuidar do piano: não sabendo bem se ele cuida ou se é cuidado... ele no dia a dia sendo um génio não será fácil...

Cuidar é humano, todos cuidamos e somos cuidados; desde o nascimento à morte vamos passando por vários papéis: do filho cuidado ao cuidador; fazemos parte de uma família humana e social onde em vários tempos e espaços somos mais ou menos solidários, altruístas e/ou egoístas, é vida!
É preciso alguma arte para existires: ser cuidador nem sempre é entendido como tal, ser cuidado também implica dares de ti; a vida está inerente às duas funções.

O pequeno almoço é um bom exemplo, como chega tudo até às nossas mesas para começarmos com força e prazer a vida: pão, leite, manteiga (3 exemplos de coisas que precisamos de receber com cuidado de outras pessoas que também receberão outras) e etc.; é impressionante como por mais diferenças que hajam somos cuidados por Outros.

E tudo no dia a dia és cuidador ou cuidado, em Tudo, pensa bem!

O dinheiro possibilitou um sistema de trocas com valores sem precisares de andar com tudo às costas, muito se diz mal do dinheiro sem arranjar substituto além do dinheiro automático.

O dinheiro foi das melhores e piores invenções do Ser Humano e associou-se ao ser cuidado; ser cuidador; perdeu (quando acontece, há gente que mantém a dignidade) a categoria nobre que tinha de relação com o Amor e passou a ser uma forma de despachar pessoas e seus cuidados em troca de dinheiro que se tornou fulcral para a sobrevivência na nossa sociedade de inicío de 2000.

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